Surfista bicampeão mundial de ondas gigantes abre 16ª Semana Ambiental

Carlos Burle falou sobre estilo de vida sustentável em evento do TRE-RJ, marcado também por palestra de apresentação do conceito de Economia Azul

O surfista está em pé, falando ao microfone. Ele veste uma camisa verde de manga comprida, calça...

O bicampeão mundial de ondas gigantes e ativista ambiental Carlos Burle abriu a 16ª Semana Ambiental do TRE-RJ com uma palestra sobre consciência ecológica e a relação sustentável entre o surfe e o meio ambiente. O evento foi realizado nesta segunda-feira (2), no auditório do Palácio da Democracia.

"O surfe é referência em qualidade de vida, bem-estar social e sustentabilidade", afirmou Burle, que conversou com o público de servidoras e servidores, distribuiu autógrafos e posou para fotos.

A programação incluiu ainda uma apresentação sobre Economia Azul, com foco na sustentabilidade dos ecossistemas marinhos.

Pós-doutor em Economia Azul e professor da Escola de Guerra Naval, Thauan Santos explicou que a ONU declarou o período de 2021 a 2030 como a Década do Oceano, estimulando pesquisas sobre o ambiente marinho - ainda pouco conhecido e com escassez de dados científicos.

O pesquisador destacou que o Rio de Janeiro abriga a primeira Secretaria de Economia do Mar existente no Brasil. Thauan explicou que a Economia Azul é um modelo que reconhece os oceanos como motores da economia, com atividades que vão da pesca à produção offshore de energia renovável, passando por navegação, maricultura e biotecnologia marinha.

PAIXÃO PELO MAR

Em uma fala marcada por experiências pessoais, Burle destacou que o surfe é, para ele, uma filosofia de vida conectada à natureza desde o início da carreira, nos anos 80. "O surfe é apenas uma ferramenta para viver essa paixão", disse.

Ele traçou a evolução do esporte, que passou de estigmatizado a olímpico, hoje movimentando cifras milionárias com atletas reconhecidos internacionalmente. "Naquela época, os recursos naturais pareciam infinitos para muitos. Mas nós, surfistas, já tínhamos consciência da necessidade de preservação", lembrou.

Burle venceu o primeiro Mundial de Ondas Gigantes em 1998 e repetiu o feito em 2010. Com o tempo, percebeu seu papel social e decidiu usar o esporte para promover mudanças. Criou o Instituto Boas Ondas, que há dez anos trabalha com educação, inclusão social e ações socioambientais.

Ele também comanda o Burle Experience, projeto com unidades no Rio de Janeiro, Santa Catarina e Goiás, que oferece atividades como surfe, ioga, canoagem e stand-up paddle.

"A evolução é coletiva, mas a consciência é individual. Uso o surfe como isca para atrair jovens e promover um estilo de vida saudável e sustentável", afirmou.

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ECONOMIA AZUL EM PAUTA

Thauan destacou que a Economia Azul integra os aspectos social, econômico e ambiental da sustentabilidade. "O esporte faz parte desse tripé, junto com a proteção dos ecossistemas e a geração de renda ligada ao mar", explicou.

Ele ressaltou o potencial do Brasil, que tem uma área marítima de 5,7 milhões de km², equivalente a 67% da área terrestre do país. Mas lembrou que faltam dados para embasar políticas públicas, o que dificulta avanços. "É um território ainda pouco conhecido. O debate ambiental começou há cerca de 60 anos, mas só recentemente ganhou força na sociedade", avaliou.

O professor citou a Agenda 2030 da ONU, compromisso adotado por 193 países com metas para o desenvolvimento sustentável, e o avanço da pauta ESG ? critérios ambientais, sociais e de governança cada vez mais valorizados pelas empresas. "A vida na água é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda. Em 2021, o GT do PIB do Mar representou o primeiro esforço nacional para medir o impacto econômico das atividades ligadas ao mar", disse.

O grupo reúne instituições como o IBGE, o Ministério do Planejamento e a SECIRM.

PROGRAMAÇÃO SEGUE ATÉ O FIM DO MÊS

A diretora-geral do TRE-RJ, Eline Iris, informou que a programação da 16ª Semana Ambiental seguirá durante todo o mês de junho, sempre às segundas-feiras.

Na próxima segunda (9), o auditório do Palácio da Democracia recebe o painel "TRE-RJ + Verde", que apresentará o projeto de replantio de áreas degradadas da Mata Atlântica e de compensação de emissões de gases de efeito estufa geradas pelas atividades da Justiça Eleitoral fluminense.

O evento começa às 15h e terá participação da presidente da ONG Noroeste+Verde, Elaine Freixo Seixas (também servidora do TRE-RJ), da chefe da Seção de Gestão Ambiental, Inclusão e Acessibilidade (Segaia), Isabella Feijó, da secretária de Meio Ambiente de Itaocara, Betiza Moraes, e de Sara Alves Madeira, do programa Limpa Rio. A transmissão será feita pelo Google Meet.

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