O poder simbólico da arte comunica-se, a um lado, com sensibilidades humanas, com a expressão mais fidedigna de crenças, valores, hábitos e as múltiplas culturas e identidades como poder criativo da própria existência humana. A outro lado, a arte conecta também com a existência humana no mundo, bem como com debates sobre questões de interesse coletivo, transversalizadas em aspectos sociais, culturais, políticos e, em última instância, também existenciais sobre a condição e a vida humanas, em um mundo feito de inúmeros materiais naturais: argila, ferro, madeira, folhas, frutos, serragem…
Tudo o que conecta a espécie humana e a natureza, ilumina a possibilidade de construção de um mundo mais diverso, solidário e, essencialmente, sustentável. Em tempos de ataques ao meio ambiente, é importante recuperar experiências sensoriais que vêm desde os primórdios da humanidade. Reconstruir memórias - vividas, sentidas, biológicas, coletivas, e, também, sociais - da importância da questão ambiental para a vida no planeta Terra. Tornar mais próxima a conexão umbilical entre homem e natureza, relembrar a beleza das diversas expressões criadoras da natureza. Tomar essas expressões criadoras como território do sensível, como necessidade do despertar de uma consciência ambiental que tão bem se conecta com a construção do conceito de desenvolvimento sustentável, em todas suas dimensões: econômica, social e ambiental.
À direita: Visitantes (animação em gif)