Eleições 2014: votação paralela avaliza segurança das urnas

Auditoria pública de verificação do funcionamento das urnas, a votação paralela foi instituída pelo Tribunal Superior Eleitoral nas eleições gerais de 2002, uma medida contra eventuais suspeitas em relação às urnas eletrônicas, questionadas por não permitirem a conferência dos votos. É uma auditoria por amostragem, que se inicia na véspera da eleição, com o sorteio de quatro urnas já instaladas nas seções eleitorais da Região Metropolitana e interior. O Ministério Público Eleitoral e representantes de partidos e da sociedade civil participam do sorteio das urnas, que são conduzidas então pela Polícia Federal à sede do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, onde serão instaladas num ambiente equipado com câmeras de vídeo.

Ao lado dessas urnas eletrônicas são colocadas quatro urnas de lona, que recebem, cada uma, 500 cédulas de votação manual, preenchidas por representantes dos partidos com nomes de candidatos oficiais. No dia da eleição, a partir das 8h, o TRE-RJ simula a votação eletrônica, com a digitação, na urna eletrônica, dos votos escritos nas cédulas. A votação paralela é encerrada às 17h, quando são comparadas a apuração dos votos manuais e a totalização da urna eletrônica. Os resultados devem ser iguais, para comprovar que não há qualquer desvio do voto ou fraude eletrônica nos programas usados nas 30 mil urnas do Rio de Janeiro, que são idênticos aos das urnas sorteadas para a auditoria.

Fonte: Assessoria de Imprensa (ascom@tre-rj.jus.br)